Mostrando postagens com marcador nutrição. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador nutrição. Mostrar todas as postagens

domingo, 29 de janeiro de 2012

Estágio: o caminho das pedras

0 comentários

Há muitos meses não escrevo neste blog. Talvez porque este me exija mais tempo e dedicação. E quem sabe mais seriedade.
E também porque nestes últimos meses a vida entrou num ritmo mais acelerado e mais focado, digamos assim. Tive que investir meu tempo em questões mais vitais não só para os próximos meses, mas quem sabe para os próximos anos.
Quando se chega na reta final, você deixa muita coisa para trás, mas também incorpora muitas outras em sua prática. E algumas prioridades acabam vindo à tona, e nesse processo o coitado do blog acaba sendo o sacrificado. Não era essa a intenção.
Mas agora, sinto necessidade de retornar a fazer as coisas que gosto que, em meio a milhares de atividades, horas ininterruptas de estudo e milhões de preocupações com o futuro ficaram acabando no esquecimento. E uma das coisas que eu mais gosto de fazer é escrever, compartilhar minhas experiências mais comuns e corriqueiras, como se estivesse conversando comigo mesma, de frente ao espelho. Se alguém me lê ou não, é uma mera consequência...
Uma coisa sobre a qual tenho refletido bastante é sobre o estágio. Esta experiência que todo (ou quase todo) universitário tem que ter para completar a sua carga horária. Antes fosse só isso!
Numa profissão como a nutrição, que te exige no mínimo três estágios, esta não é só uma experiência complementar, mas sim uma parte importante da sua trajetória de vida! Para mim, pelo menos tem esse significa, pois nestes últimos dois anos, foram uns 5 estágios eu acho. Em cada um deles aprende-se algo para complementar o seu conteúdo teórico, e muitas outras coisas sobre vida profissional, no seu sentido mais amplo.
Nos estágios, você convive com os mais diversos tipos de profissionais, e aí você fica se perguntando com qual destes tipos você mais se assemelhar daqui a alguns anos.
Há profissionais fantásticos, que não desistem e insistem, mantém a confiança na sua prática, mesmo que não haja o menor apoio logístico e humano. Mas é nadando contra a maré que nasce a admiração. Admiro imensamente estas nutris queridas que apareceram em minha vida, sendo nutricionistas, educadoras, psicólogas, assistentes sociais, amigas, e quantas funções mais aparecerem!
Há profissionais mais que fantásticos, de um domínio técnico absurdo, de uma competência absoluta na produção de conhecimento e na aplicação desse conhecimento no cuidado aos usuários. Simplesmente maravilhosos estes profissionais, e estes me ensinaram duas coisas: que há gente competente na nutrição (não muitos, vamos combinar), e que eu ainda não sei nada de nutrição. Nada mesmo.
Há profissionais que nos envergonham como estudantes. Não fazem o menor esforço para fazer o mínimo. E sobre eles, o que comentar? Não quero ser como eles.
E é mais ou menos por aí que funciona. Você, como estudante, tem que estar preparado para encontrar as mais diversas realidades e o mais diversos modos que os profissionais encontram para lidar com esta realidade. Afinal, é normal que nós procuremos a teoria na prática, que aquilo que foi tão exaustivamente dado nas aulas finalmente tenha alguma aplicabilidade na sua vida. Senão, pra que me mandaram decorar toda aquela pá de coisas?
No entanto, esqueça a teoria por um momento. Tente depreender o que este mano ou esta mana pode te oferecer de prática, de vivência, de olho clínico. Este é o pulo do gato. Pessoas que não te podem dar este tipo de experiência, esquece! Segue o seu caminho, assovia enquanto ela 'faz o trabalho dela', porque honestamente, em nada te vai acrescentar.
Percebo, especialmente na área de clínica, uma falta generalizada da técnica na prática do nutricionista. Isso não é bom, porque cada profissão tem sua 'caixa preta', aqueles procedimentos que as pessoas olham de longe e veem que não é qualquer pessoa que pode fazer. A nutrição clínica está se esvaziando, está perdendo o seu grande e valioso trunfo, que é a avaliação nutricional. Mas, mesmo assim, há que se valorizar a experiência destes profissionais, que mesmo não seguindo aquela receita de bolo que aprendemos na marra, sabem pela vivência. Coisa que você não tem, cara pálida.
Mas vamos ao lado mais crítico da situação, todo mundo sabe que estagiário é mão de obra muito barata, logo, mais que explorada. Isso é um fato! Em alguns lugares, posso dizer que fiz exatamente as coisas que eram de minha atribuição; em outros, ralei feito filha de uma égua; em alguns, conquistei aos poucos uma segurança e assumi responsabilidades que foram importante para a construção da minha maturidade; e alguns lugares me utilizaram de modo incipiente, e desse modo, aprendi pouco.
Sabe onde reside a diferença entre todos esses saldos positivos e negativos destas experiências de estágio?
É porque existem dois tipos de supervisor:
- aquele que te dá suporte e te incentiva a tomar a inciativa de meter as caras, e deixar a observação e passar a aprender pela ação. Lembro-me da primeira vez que me deram uma prancheta na mão e disseram: "Vai lá". Eu aprendi, eu esqueci, eu errei... Eu amadureci e construí uma segurança na minha conduta. Quando me deixaram sozinha, eu assumi a responsabilidade, porque sabia que tinha respaldo. Nesse caso, a experiência é muito boa e te ensina muito mais que mil aulas teóricas. E eu sempre serei grata por este primeiro empurrão.
- e existe aquele tipo de supervisor que só falta dizer, 'já que você está aqui pra aprender, vai lá e faz o meu trabalho por mim?'. Com este, ou você se sente explorada e o aprendizado vem carregado de insegurança e estresse, ou você não aprende nada, porque também não vai ficar fazendo o trabalho dos outros, não é?
É. Situação complicada. Porque você precisa aprender, mas largar-se por aí fazendo aquilo que te dá na telha sem um suporte pode dar uma merda colossal. Porém, tendo uma boa medida de moderação, também é possível tirar alguma experiência boa nestes casos.
Enfim, o estágio é uma experiência declaradamente necessária à sua formação. Ela vai definir o que você quer ser, na teoria e na prática. E é importante que você não apague estas memórias, estas vivências, porque estas vão ser importantes para definir que profissional você realmente vai ser daqui a dez anos. Tome cuidado para não se tornar, por culpa do comodismo, aquele tipo de profissional que nada pôde te ensinar quando você precisava.

domingo, 3 de julho de 2011

Somente belas e magras, por favor.

0 comentários
Então.
Certas coisas no universo da nutrição me deixam muito desapontada. Às vezes, parece que estou no meio de um monte de cabeças vazias, defendendo uma ciência que nunca vai progredir e que nunca vai conquistar o status que merece, por ser constituída por profissionais que não querem estudar e não querem lutar por um espaço melhor.
Enfim.
Nestes últimos dias, ocorreu uma questão absurda no nosso mundinho. Foi aberta uma seleção de nutricionistas para trabalhar em um congresso da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN), em Fortaleza, e o anúncio pedia que as interessadas mandassem fotos e que tivessem manequim 36 ou 38.
A situação já foi melhor detalhada aqui no blog da nutricionista Neide Rego.
Pra que currículo? Pra que competência?
Além dessa situação ser ato explicitamente preconceituoso, ela emerge do lugar em que necessariamente não deveria existir. Quer dizer, isso vai contra a tudo o que defendemos. Nós defendemos que as pessoas tenham uma vida saudável, mas nunca escravizamos as pessoas à padrões de beleza. A números ideais. Defendemos qualidade de vida, e não pressões midiáticas.
Se ainda não ficou claro, gostaria de declarar explicitamente o meu repúdio à atitude da SBAN. É tão vergonhoso, que é melhor nem comentar mais nada.
Na verdade, há sim o que se comentar.
Quando você pensa que a sua profissão é constituída somente por copioterapeutas e profissionais que se tornaram nutricionistas porque tiveram preguiça de estudar o suficiente pra realizarem seu sonho de serem médicos... vemos que algumas pessoas não dormem no ponto.
E um dos focos de reação que está se estruturando é o Centro Acadêmico Emílio Ribas, da USP, que já vem articulando outras resistências, tais como a discussão sobre a regulamentação da propaganda de alimentos, especialmente no meio acadêmico. Eles escreveram uma carta manifesto falando a respeito do ocorrido, e aproveitaram para comentar do tão polêmico aspecto do apoio e patrocínio de indústrias de alimentos em eventos de nutrição.
Veja a carta aqui.
Uma decepção profunda... Mas com aquela impressão de que há uma luz no fim do túnel.

domingo, 28 de março de 2010

Uma boa notícia!

1 comentários
Pesquisa afirma que em 10 anos desnutrição infantil pode ser controlada

12/03/2010

De 1986 a 1996 a prevalência de desnutrição em crianças menores de cinco anos na região Nordeste do Brasil foi reduzida em um terço (de 33,9% para 22,2%). Já de 1996 a 2006, a redução foi de quase três quartos (de 22,2% para 5,9%). É o que afirmam Ana Lucia Lovadinho de Lima e colegas do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde e da Faculdade de Saúde Pública, ambas da USP, em pesquisa publicada este ano na Revista de Saúde Pública.

Para chegar a esses dados, os pesquisadores analisaram os dados das amostras probabilísticas dos inquéritos domiciliares do programa Demographic Health Surveys realizados em 1986, 1996 e 2006. Os autores lembram no artigo que "a identificação dos fatores responsáveis pela variação na prevalência da desnutrição (altura para idade <-2 z) levou em conta mudanças na frequência de cinco determinantes potenciais do estado nutricional, modelagens estatísticas da associação independente entre determinante e risco de desnutrição no início de cada período e cálculo de frações atribuíveis".

As melhorias nos índices de desnutrição do primeiro período observado, segundo os autores, estiveram relacionadas particularmente com melhorias na escolaridade materna e com a disponibilidade dos serviços de saneamento. Já no segundo período foram decisivos o aumento do poder aquisitivo das famílias mais pobres e, novamente, a melhoria da escolaridade materna.

Os pesquisadores consideram na publicação que se a taxa de declínio observada entre 1996 e 2006 for mantida, o problema de desnutrição infantil na Região Nordeste poderia ser considerado controlado em menos de dez anos. "Para se chegar a este resultado será preciso manter o aumento do poder aquisitivo dos mais pobres e assegurar investimentos públicos para completar a universalização do acesso a serviços essenciais de educação, saúde e saneamento", afirmam.

Retirado de: http://www.asbran.org.br/sitenovo/noticias.php?dsid=460

Para ver o estudo na íntegra, clique aqui.

E o SUS, hein?

0 comentários
É fato que esse é o tema que os estudantes de nutrição se perguntam: "pra que raios eu estudo isso?". Seria bom que todos soubessem que a lei é sempre um instrumento, e nesse caso, ela vai fundamentar toda a conduta de um nutricionista que se preze. Ou seja, aquele profissional que não vê a saúde somente pelo seu lado biológico, compartimentalista.

É, eu sou uma exceção, eu adoro estudar o SUS, sua formação, seu financiamento. Adoro. Saúde coletiva pra mim é tudo de lindo.

No meio das minhas matérias antigas, eu achei um texto muito interessante feito um advogado discutindo alguns aspectos do SUS, que é bárbaro. Ainda estou pra ler a lei orgânica toda, mas nesse parágrafo, ele faz um resumão do que encontramos nos artigos da Constituição que se relacionam ao SUS. 


Repassando, brevemente, aquela seção do capítulo da Seguridade Social, temos que: o art. 196, de maneira ampla, cuida do direito à saúde; o artigo 197 trata da relevância pública das ações e serviços de saúde, públicos e privados, conferindo ao Estado o direito e o dever de regulamentar, fiscalizar e controlar o setor (público e privado); o artigo 198 dispõe sobre as ações e os serviços públicos de saúde que devem ser garantidos a todos os cidadãos para a sua promoção, proteção e recuperação, ou seja, dispõe sobre o sistema único de saúde; o artigo 199, trata da liberdade da iniciativa privada, suas restrições (não pode explorar o sangue, por ser bem fora do comércio; deve submeter-se à lei quanto à remoção de órgãos e tecidos e partes do corpo humano; não pode contar com a participação do capital estrangeiro na saúde privada; não pode receber auxílios e subvenções, se for entidade de fins econômicos etc) e a possibilidade de o setor participar, complementarmente, do setor publico; e o artigo 200, das atribuições dos órgãos e entidades que compõe o sistema público de saúde. O SUS é mencionado somente nos art 198 e 200.

Lenir Santos
Para ler a Lei Orgânica da Saúde (8080/90) na íntegra, clique aqui.

Resumão do PNAN!

3 comentários
PNAN – Programa Nacional de Alimentação e Nutrição
*Baseia-se na Segurança Alimentar e Nutricional: abastecimento, oferta, consumo e utilização biológica adequados.

PROPÓSITO
“Garantia da qualidade dos alimentos colocados para consumo no país, a promoção de práticas alimentares saudáveis e o controle dos distúrbios nutricionais.”

DIRETRIZES

1) estímulo às ações intersetoriais com vistas ao acesso universal aos
alimentos;
Depende de informação “extra Setor Saúde”, como informações de produção agrícola, emprego e renda.

2) garantia da segurança e da qualidade dos alimentos e da prestação
de serviços neste contexto;
Reforço na Vigilância Sanitárioa, tanto no âmbito dos processos tecnológicos pelos quais alimentos industrializados passam quanto os alimentos em serviços de alimentação. Modernização dos equipamentos para fiscalização. Atualização da legislação para que tenha também as atualizações sobre biotecnologia, além de ajustes para comércio entre países do MERCOSUL. Descentralização nas ações de vigilância principalmente nos alimentos com suplementação obrigatória (sal).

3) monitoramento da situação alimentar e nutricional;
Ampliação e aperfeiçoamento do SISVAN, com o monitoramento especial de grupos de risco, para avaliação e predição de estado de saúde. Sistemas de Informação serão expandidos para acompanhamento de DCNT, prática de aleitamento materno, escolares, etc.
“Nesse sentido, deverá produzir um elenco básico de indicadores capazes de sinalizar os eventos de maior interesse, tais como: disponibilidade de alimentos, aspectos qualitativos e quantitativos da dieta consumida, práticas de amamentação e perfil a dieta complementar pós-desmame, distribuição do peso ao nascer, prevalência da desnutrição energético-protéica, de anemias, do sobrepeso, das deficiências de iodo e de vitamina A e das demais carências de micronutrientes relacionadas às enfermidades crônicas não-transmissíveis.”

4) promoção de práticas alimentares e estilos de vida saudáveis;
O direito humano à alimentação deverá ser explicitado em todo material educativo, para a construção da cidadania. Valorização do costume regional e dos alimentos de baixo custo. Inicia-se no incentivo ao aleitamento materno, e engloba a prevenção de problemas nutricionais. Inclui-se também regularização da propaganda de alimentos infantis. Apoio a programas como o Hospital Amigo da Criança e Bancos de Leite Humano e facilitação do aleitamento materno para mães que trabalham. Fiscalização de produtos farmacêuticos e dietéticos que visam tratar problemas nutricionais. Capacitação dos profissionais de saúde para orientação alimentar.

5) prevenção e controle dos distúrbios nutricionais e de doenças associadas à alimentação e nutrição;
Medidas institucionais específicas da nutrição: desnutrição/infecção – avaliação de “família vulnerável”
Intervenções convencionais: DCNT – promoção da saúde e controle dos desvios alimentares.
“(...) serão assegurados apoio alimentar, cuidados nutricionais específicos e atenção básica de saúde a todas as crianças nessa faixa etária que estejam situadas abaixo do percentil 10 da relação peso/idade, com ênfase nos casos abaixo do percentil 3, mediante o desenvolvimento de ações de reabilitação nutricional. Deverá ser considerada, também, a evolução do peso da criança e não somente a localização pontual no Cartão da Criança.”
Deficiência de ferro: fortificação de farinhas de trigo e de milho. Hipovitaminose A: megadoses em emergência, profilática em menores de 5 anos em regiões endêmicas. Fortificação em alguns alimentos como leite e massas alimentícias. Deficência de iodo: sal de consumo humano e animal suplementado com iodato de potássio.
Aleitamento materno: prevenção de desnutrição, hipovitaminose A e deficiência de ferro. Medidas para promoção: suplementação alimentar, Hospital Amigo de Criança, bancos de leite, lei de comercialização de produtos infantis. Municípios que as adotarem terão um repasse maior agregado ao PAB (Piso de Atenção Básica).

6) promoção do desenvolvimento de linhas de investigação;
Linhas de pesquisa que permitam conhecer a situação do país e estabelecer relações causais: carências nutricionais, valor da dieta, DCNT e perfil de dieta. Elaboração de tabelas de composição principalmente que avaliem os nutrientes com carência. Pesquisas na alimentação institucional, para promoção de hábitos saudáveis. Aleitamento materno; hábitos culturais; modelos de eficácia e intervenção.

7) desenvolvimento e capacitação de recursos humanos.
“Esse componente deverá merecer atenção especial, sobretudo no tocante ao que define a Lei n.o 8.080/90, em seu Art. 14 e parágrafo único, nos quais está estabelecido que a formação e a educação continuada contemplarão ação intersetorial articulada.” Tendo em vista sempre que a alimentação é direito humano.

RESPONSABILIDADES INSTITUCIONAIS
Além da Comissão Intersetorial de Alimentação e Nutrição do Conselho Nacional de Saúde, que põe em prática o que está estabelecido na Leio Orgânica da Saúde (8080/90), temos vários Ministérios que tem atribuições para garantir que a segurança alimentar e nutricional seja atingida. (É numa política que necessita de articulação como essa, é que você percebe o quanto de Ministério e órgão esse país possui. Será que não seria mais fácil administrar uma máquina administrativa mais enxuta?)

1. Governo federal*
Implementar e avaliar a operacionalização das diretrizes e prioridades desta Política Nacional de Alimentação e Nutrição. Participar do financiamento das ações decorrentes desta Política,
destinando recursos, sob a forma de incentivos, procedimentos específicos e outros mecanismos disponíveis para a prestação de serviços e a aquisição, por parte dos outros gestores do SUS, de alimentos e outros insumos definidos.
Promover mecanismos de consolidação do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional
Promover a revisão da legislação sobre alimentos, em especial daquela inerente à vigilância sanitária.
Promover o estabelecimento de rede de laboratórios capacitados à certificação da qualidade de alimentos.
Promover a inspeção e a fiscalização sanitária dos alimentos colocados ao consumo da população, segundo o grau de risco destes produtos, formulando, inclusive, programas específicos para tal fim.
Apoiar estados e municípios, a partir da análise de tendências, no desencadeamento de medidas visando a eliminação ou o controle dos fatores de risco detectados.

2. Governo estadual*
Participar do financiamento das ações decorrentes da Política Estadual.
• Participar da definição e da aquisição dos alimentos e insumos estratégicos, segundo o seu papel nos planos, programas, projetos e atividades que operacionalizarão a Política.
Organizar e coordenar a rede estadual de laboratórios de saúde pública, no tocante a procedimentos relativos ao diagnóstico de distúrbios nutricionais e ao controle da iodatação do sal.

3. Municípios*
Receber e ou adquirir alimentos e suplementos nutricionais, garantindo o abastecimento de forma permanente e oportuna, bem como a sua dispensação adequada.
Promover as medidas necessárias para integrar a programação municipal à adotada pelo Estado.
Implantar, na rede de serviços, o atendimento da clientela portadora de agravos nutricionais clinicamente instalados, envolvendo: a assistência alimentar, o controle de doenças intercorrentes e a vigilância dos irmãos e contatos, garantindo a simultaneidade da execução de ações específicas de nutrição e de ações convencionais de saúde.
Promover a difusão de conhecimentos e recomendações sobre práticas alimentares saudáveis, tais como o valor nutritivo, propriedades terapêuticas, indicações ou interdições de alimentos ou de suas combinações, mobilizando, para tanto, diferentes segmentos sociais, como, por exemplo, a escola.
Associar-se a outros municípios, inclusive na forma de consórcios, de modo a prover o atendimento de sua população nas questões referentes à alimentação e nutrição.
Investir na infra-estrutura de armazenamento dos alimentos e outros insumos estratégicos, visando assegurar a qualidade dos mesmos.

*pontos mais importantes

• a redução, para menos de 10%, da incidência do baixo peso ao nascer;
• a diminuição, em 50%, da freqüência de desnutrição moderada e grave em crianças;
• a redução, em 1/3, da ocorrência de anemia em gestantes;
• o controle dos distúrbios provocados pela deficiência de iodo;
• o controle da deficiência de vitamina A como problema de saúde
pública; e
• o provimento de condições para que todas as mães possam amamentar seus filhos de forma exclusiva até o sexto mês de vida, continuando a amamentação, num processo de transição alimentar, até os 2 anos.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Acadêmico Bolsista: "E lá vamos nós!"

0 comentários

Boa notícia para os estudantes de Nutrição do Rio de Janeiro!
A prefeitura do Rio abre novamente o concurso para acadêmico bolsista, após dois anos sem oferecer vagas. É uma oportunidade para estudantes da área de Saúde terem uma experiência profissional.
São encontradas quatro modalidades de atuação:
- Estágio Integrado de Saúde mental: o estudante de nutrição pode participar, mas tendo em vista que é uma área de conhecimento multidisciplinar; 20 horas semanais e 89 vagas, concorrendo com outros cursos.
- Promoção de Saúde nas Escolas e Creches: aceita estudantes que estejam entre o 5º e 7º período de Nutrição no 1º semestre de 2010; 12 horas semanais e 14 vagas.
- Modalidade Saúde Coletiva: somente pra estudantes de Medicina e Enfermagem
- Demais estágios: também para estudantes entre o 5º e 7º período de Nutrição no 1º semestre de 2010, 20 horas semanais e 42 vagas. Aqui, as oportunidades de estágio são principalmente nas Unidades de Saúde do município, mas alguns estudantes também serão alocados em Fiscalização Sanitária e Controle de Zoonoses.
As inscrições serão aceitas do dia 22 de fevereiro até dia 08 de março e a taxa de inscrição é de R$ 30,00. Parece que ainda não foi definida uma data para a prova.
Aqui o site para pegar o edital, com todas as informações detalhadas:


Bom, eu vou entrar nessa aventura, nessa grande aventura, hehe! Eu sou levemente desmemoriada, e todas aquelas coisas que a gente aprende no segundo ou terceiro período, parece que minha mente já apagou. O conteúdo é medianamente extenso... Mas não custa nada a gente tentar, contanto que tenhamos o pleno comprometimento com o que pretendemos fazer. Vamos ver no que dá.
Tudo o que eu for revendo e estudando, eu vou tentar colocar um resumo, ou tipo um tópico aqui no blog, como forma de auto-incentivo. Sou péssima pra estudar sozinha...
Boa sorte a todos!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Alimentação: direito do homem, dever do Estado

0 comentários

Constituição assegura o direito humano à alimentação

09/02/2010
Fonte: CFN
O Congresso Nacional promulgou em 4 de fevereiro, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 047 de 2003, também chamada de PEC da Alimentação. Por se tratar de emenda à Constituição a matéria não necessita de sanção presidencial e, portanto, o direito humano à alimentação está na carta magna, complementando os demais direitos sociais.

"A partir de agora, o Estado é responsável pela alimentação do povo. Esta medida traz mais confiança na luta contra a fome, já que políticas públicas voltadas para esta causa se tornam mais freqüentes a partir deste ponto", destaca a presidente do Conselho Federal de Nutricionistas, Rosane Nascimento.

O direito humano à alimentação está expresso nos artigo 6º da Constituição Federal, que já prevê a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, e a assistência aos desamparados. O novo texto, publicado no Diário Oficial da União de 5 de fevereiro ficou com a seguinte redação:

"Art. 6º -  São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma da constituição."
Claro que toda política pública voltada para o bem estar dos cidadãos é bem vinda, porque se corre o risco de que ela seja efetivamente 'utilizada' por bons gestores. 
Mas sejamos sinceros, o estado não garante nada do que está na Constituição. Nada. Releia:

 "Art. 6º -  São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma da constituição."
Para que o problema da fome seja resolvido, as pessoas devem ser sensibilizadas. Os governantes que moram em palácios, em casas duplex, devem descer aos bolsões de pobreza do nosso Brasil, pra ver o que realmente acontece. Mas claro, não na época de eleição. Eles devem ir pra fazer seus planos de ação, e porque não, pra verificar se as suas políticas estão tendo real efeito. Será que alguém faz isso?


Para todas as coisas, a mesma lógica funciona. Você não consegue perceber o que é uma criança abandonada e maltratada pela família, até que você visita um abrigo, e percebe o quanto essas crianças tem as marcas físicas de um passado triste, e uma necessidade absurda de dar e receber amor e carinho.O programa do Datena não consegue te transmitir isso, porque você continua sentado na frente da televisão, e isso não representa mudança alguma.
E o nutricionista, principalmente, não deve estar alheio a esse problema de forma alguma. E é onde percebo que mais esse profissional se omite. Cabe a nós estarmos atentos a essanov a emenda, e fazer o possível, como cidadãos, e como profissionais, que ela seja cumprida.




sábado, 13 de fevereiro de 2010

Iniciando os trabalhos...

0 comentários
Olá!
E lá vou eu em mais uma aventura, uma grande aventura!
Faz um ano e pouco, eu brinco de blogar sobre a minha vida nada fantástica. É certo que foi há alguns meses atrás que nasceu essa vontade fazer um espaço virtual diferenciado. E agora ela vira realidade.
Não sei como isso vai ser, porque gosto muito de honrar esses compromissos, por mais que sejam só por distração ou divertimento. No caso aqui, o olhar é outro, mas não deixa de ser divertido. 
Entrando na reta final do curso de Nutrição, muitos são os compromissos daqui pra frente. Não sei se é o momento ideal pra abrir um blog, e com isso, ter todo o compromisso de ter informações e assuntos importantes. Mas não custa nada tentar! ^^
Vou ver se nesse período de carnaval, já começo a incluir alguns detalhezinhos no layout do blog. 
Seja bem vindo (a)!